sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Então eu conto uma história:

Falar? Mas digo nada, será minha própria mente?
Esgoto-me, gotejo nessas linhas um sofrimento
Empalidecer é um preço justo ao meu valor
Talvez eu busque nisso uma nova vida
Sem sangue um novo ser pode surgir!
Posso com isso esquecer o que me vem me destruindo
Ao menos um pouco daquilo que o tempo não deu conta de apagar
Maldito ser! Maldito é aquilo que não se vai
Putrefaz-me por dentro; E agora se torna indiferente
Mais que isso! É uma dor latejante, como se me cortasse o coração com mãos desesperançadas
Ah! Isso é infinito, o sentimento inevitável
Por Deus! Deixe me ir sem lágrimas derramar
Deixe-me só, somente com o inevitável
Faça-me sorrir uma última vez
Dar-te-ia razões e sentimentos que ninguém jamais dera
Ou tentou explicar mesmo em uma simples frase
"E minha vida tem o mesmo gosto de se escrever em uma folha amassada"
Tenho aquilo que em muitos faltam
E por isso que posso entender
Como são poucas essas almas em vida
E como são tantas as histórias de amor.

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